27.9.05
E Curitiba, hein? A viagem de ida foi bem tranqüila, com ônibus delícia que tinha lanchinho e apoio pras pernas. A gente chegou lá pelas 6 da manhã e, como não podia ficar no hotel, deixou as malas e foi andar pela cidade. Fomos no Passeio Público ver os animais e no Bosque Polonês dormir nos bancos que tinha lá, até dar a hora de entrar nos quartos. Voltamos, tomamos banho e tiramos uma soneca. Acordamos e fomos comer no Beto Batata. Puta delícia. Pedi a Beco de novo, que tem carne seca com tomate seco e sei lá mais o quê. Creme. Aí fomos pro show. O lugar era longe, bem afastado do hotel e do centro. A espera foi longa até o Weezer subir ao palco. A equipe técnica demorou bastante pra arrumar os equipamentos e tal, e o lugar já estava completamente entupido de gente. Eu estava ali do meio pra frente, bem perto do palco. Quando o Weezer deu as caras, foi uma histeria que há muito tempo eu não via. Todo mundo berrando. Por causa disso ninguém ouviu o acorde inicial de "My Name Is Jonas", que abriu o show de forma perfeita. Logo de cara um hit do álbum azul. Claro que a partir daí o jogo já estava ganho. As três primeiras músicas foram simplesmente um transtorno por parte do público. Uma massa de gente pulando pra todos os lados, dando socos e pontapés em tudo e todos, completamente enlouquecidos por ver ao vivo uma banda tão foda quanto o Weezer. Eu fazia parte dessa massa. Eu, Ana e Denem. Nesse começo, a Luísa, que estava ali na frente com a gente, teve a mochila puxada por algum indie imbecil que a abriu e roubou a blusa do Denem. Ela saiu correndo dali, dando cotoveladas em todos, antes que algo pior acontecesse. Só sei que nem vi nada. Da quarta música pra frente as coisas se "acalmaram". Foi hit atrás de hit. Tocaram quase todas do disco azul, algumas do Pinkerton e do disco verde, uma do Maladroit e umas quatro do Make Believe. Teve o baixista cantando "In The Garage". Teve o baterista cantando "Photograph Of Love", com Rivers na bateria. Até cover do Foo Fighters rolou. Quando o show parecia ter terminado, Rivers Cuomo apareceu no meio do público num mezanino e tocou "Island In The Sun" em versão acústica. A casa caiu. A banda ainda voltou pro palco pra chamar alguém do público pra tocar. Um cara subiu e tocou "Undone (The Sweater Song)" junto com eles. A banda fechou a noite perfeita com "Surf Wax America", com gente chorando, desmaiando e gritando. Eu estava suando em bicas, completamente quebrado e com dores por todo o corpo, mas com um sorriso enorme na cara. Histórico. Voltamos pro hotel, tomamos banho e ainda fomos sair pra comer. Não arrumamos nada e voltamos pro Ibis pra pedir um misto ali mesmo. Comemos e fomos pra cama. Amanhã eu conto do Mercury Rev.